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Tesouros da Fotografia Portuguesa do Século XIX - Conferência por Victor Flores e Ana David Mendes.
September 02, 2015 03:35 AM PDT
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O Mundo em relevo (fotografia estereoscópica) e o primeiro cinema. Conferência por Victor Flores e Ana David Mendes (Mimo, Leiria).

Dia 25 junho às 18:30h no MNAC - MUSEU DO CHIADO.

Entrada livre

A estereoscopia para além do relevo: o movimento, por Victor Flores

O cinema nasceu numa cultura visual em que a estereoscopia tinha um papel crucial. Nesta conferência iremos abordar o modo como a estereoscopia e o cinema derivaram de um programa comum de aproximação entre as imagens e a vida provocado pela fotografia, suscitando um período de fusões e de experimentações inédito na história da imagem. Em particular, reflectir-se-á sobre a fotografia estereoscópica em Portugal, as suas experiências cinemáticas, os principais discursos que a acompanharam e o mal de arquivo de que foi objecto.

Victor Flores é doutorado em Ciências da Comunicação, área de Comunicação e Cultura (FCSH-UNL, 2009). É Professor Associado na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias onde lecciona nas áreas da Teoria e Análise de Imagem e da Programação e Gestão Cultural. Publicou em 2012 o livro A Imagem Técnica e as suas Crenças. A Confiança Visual na Era Digital (Nova Vega). É investigador responsável do projecto de investigação Cultura Visual Estéreo. A Cultura Visual da Fotografia Estereoscópica Portuguesa (CICANT). É curador da exposição A Terceira Imagem. A Fotografia Estereoscópica em Portugal e o Desejo do 3D presente em 2015 no m|i|mo — museu da imagem em movimento, Leiria (jan-março), no Arquivo Municipal de Lisboa — Fotográfico (abril-agosto) e no Arquivo Nacional da Torre do Tombo (Out-Dezembro).

DA PERSPETIVA E DO MOVIMENTO: Imagem animada, tempo fragmentado ou o primeiro Cinema, por Ana David Mendes

Partindo das especulações filosóficas da Camera Obcura aos filmes ilusionistas de Méliès, propomos uma viagem através das colecções do museu da imagem em movimento, abordando práticas de fruição de imagens mediados por dispositivo ópticos e como algumas descobertas impulsionadas pelo desenvolvimento da fotografia como novo médium, influenciam o olhar cinético moderno que nos conduz ao primeiro cinema.

Coordenadora científica das coleções do m|i|mo-museu da imagem em movimento; onde é responsável pela área de “Qualidade e certificação dos museus” da Divisão da Cultura, Museus e Turismo do Município de Leiria, Ana David Mendes foi Directora técnica do m|i|mo desde a sua constituição, em 1997, até 2013, tendo acumulado a gestão da coleção e a programação cultural e educativa do museu.

Principais marcos do desenvolvimento do m|i|mo:

· O museu integra a Rede Portuguesa Museus em 2004;

· De 2000 a 2009 cria o Centro de Documentação, com biblioteca especializada em imagem, e o Arqui-Arquivo de Imagem, actualmente com cerca de 200 000 imagens;

· Em 2006 coordena a candidatura ao Programa Operacional da Cultura do projeto de reabilitação e reprogramação museológica do m|i|mo;

· 2008-2009, Responsável pela gestão operacional da candidatura do projeto de obra e do programa do museu, aprovada pelo Plano Operacional da Cultura. Participação na direção da empreitada de Reabilitação dos Edifícios do Ex-Ral 4 para a instalação do Museu, enquanto representante do museu.

· Entre 2010 e 2011, coordena a instalação e programação cultural do museu na nova sede.

Pós-graduação em Museologia, pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias; licenciatura em Gestão das Artes, e Bacharelato em Cinema e Vídeo, pela ESAP.

Selecionada para o Seminário Europeu “Jeunes Conservateurs” na Escola do Louvre, de 16 a 21 de Junho; Maison de Culture du Monde e Institut National d’Histoire de l’Art, 2006

Produção e coordenação de várias exposições de artes plásticas e respetivos catálogos, onde destaca a criação da I e II Bienal de Artes Plásticas e Cinema – CinemAcção 1999 e 2001, no âmbito das dinâmicas das coleções.

Produção, em 1996, da exposição “Os Primórdios da Imagem em Movimento”, comemoração dos 100 anos do Cinema Português, em Leiria, exposição que inicia o projeto museológico “O Fascínio do Olhar- A viagem das Imagens”.

Participa em várias publicações, seminários, congressos e colóquios de museologia, comunicação e educação; frequenta workshops sobre vídeo-dança, cinema e fotografia, museologia e património.

Tesouros da Fotografia Portuguesa do Século XIX - Conferência por Filipe Figueiredo e Teresa Flores.
September 01, 2015 09:11 AM PDT
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Modelos de representação fotográfica no século XIX - entre a ficção do teatro e a ordem colonial. Conferência por Filipe Figueiredo e Teresa Flores.
Dia 16 de junho às 18.30h no MNAC - MUSEU DO CHIADO.

Entrada livre

"O Barba Azul e o retrato do actor como dispositivo de evocação da cena" por Filipe Figueiredo

De Paris, importava-se a opereta e com ela vinham os retratos das actrizes em poses ensaiadas, o ar novo que se respirava nos boulevards, o gosto de se passear pelas ruas, de ver e de ser visto, e uma nova cultura do eu, que encontra na fotografia uma estratégia de grande cumplicidade. Por cá, o teatro soube desde logo aproveitar o novo dispositivo fotográfico para consolidar os seus modelos e aderir à cultura da imagem. Embora possam ser documentados desde os anos de 1850 exemplos de utilização da fotografia no contexto teatral, um conjunto de imagens realizadas a propósito da apresentação da opereta Barba Azul, no Teatro da Trindade, em 1868, atestam um novo estatuto da imagem fotográfica e o início de uma relação bem intrincada entre estes dois domínios: fotografia e teatro.

Filipe Figueiredo (Lisboa, 1973) é Mestre em História da Arte (FCHS/UNL), com uma tese dedicada ao estudo da obra de Domingos Alvão e da Fotografia Portuguesa na primeira metade do séc. XX. Encontra-se a concluir o Doutoramento em Estudos Artísticos / Estudos de Teatro na FLUL (Bolseiro FCT), cuja dissertação aborda os Modelos e Práticas da Fotografia de Teatro em Portugal. Tem desenvolvido investigação sobre fotografia portuguesa e iconografia teatral, nomeadamente no âmbito do Projecto OPSIS, como Investigador do Centro de Estudos de Teatro (FLUL) (2008 -2010). É Professor Auxiliar Convidado do IADE-U Instituto de Arte, Design e Empresa – Universitário.

"A fotografia no contexto das expedições científicas. Reflexões a partir do álbum etnográfico de Henrique Dias de Carvalho (Expedição africana ao Muatiânvua - 1884-1888)" por Teresa Flores

Nesta comunicação estabelece-se a relação entre a corrente de pensamento naturalista que preconiza um saber assente na observação dos fenómenos naturais, implicando viagens de exploração e registos escritos e visuais de diversos tipos, e a tecnologia fotográfica que, desde a sua emergência no final da década de 30 do século XIX, virá integrar estas formas de registo e de conhecimento. Analisa-se em maior detalhe o album etnográfico produzido no contexto da expedição africana ao interior de Angola, região das Lundas, no então designado Reino do Muatiânvua, entre 1884 e 1888, no seu papel científico mas também político, como objeto complexo das relações de poder-saber estabelecidas no contexto da expedição. Mostra-se, finalmente, as relações entre a fotografia e a construção de um imaginário colonial.

Teresa Mendes Flores é doutorada em Ciências da Comunicação pela UNL, investigadora em fotografia, media ópticos e cultura visual no CIC.Digital/ Nova. É professora auxiliar da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias e bolseira de pós-doutoramento da FCT num projecto sobre o uso da fotografia nas expedições científicas portuguesas.

Tesouros da Fotografia Portuguesa do Século XIX - Conferência por Vítor Reis e Fernando Cascais
September 02, 2015 08:29 AM PDT
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A Natureza do Corpo e o Corpo da Natureza: Fotografia científica em Portugal no século XIX - Conferência por Vítor Reis e Fernando Cascais.

Dia 14 de maio - 18.30h - Jardim de Inverno - São Luís Teatro Municipal (Rua António Maria Cardoso 38, 1200-027 Lisboa).

António Fernando Cascais é Professor Auxiliar da Universidade Nova de Lisboa desde 1990. Organizou o nº 38 – “Mediação dos Saberes” (2007) e, em colaboração, o nº 19 – “Michel Foucault. Uma Analítica da Experiência” (1994) e o nº 33 - “Corpo, Técnica, Subjectividades” (2004) da Revista de Comunicação e Linguagens, e os livros: Olhares sobre a Cultura Visual da Medicina em Portugal (Unyleya, 2014), Indisciplinar a teoria (Fenda, 2004), AAVV, A sida por um fio. Antologia de textos (Vega, 1997). Investigador responsável dos Projetos de I&D financiados pela Fundação para a Ciência e Tecnologia: História da Cultura Visual da Medicina em Portugal e Modelos e Práticas de Comunicação da Ciência em Portugal.

Victor dos Reis (Luanda, 1965) é licenciado em Pintura (ESBAL, 1990) e doutorado em Belas-Artes / Teoria da Imagem (Universidade de Lisboa, 2007). Presidente da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e Diretor do Departamento de Arte Multimédia. Coautor dos atuais programas de Desenho do Ensino Secundário. Desenvolve atualmente uma investigação de pós-doutoramento sobre as relações entre arte e ciência na obra fotográfica estereoscópica do naturalista Francisco Afonso Chaves (1857-1926) e integra a equipa transdisciplinar do projeto de I&D com o tema «Cultura Visual Estéreo: A Cultura Visual da Fotografia Estereoscópica Portuguesa», financiado pela FCT.

A fotografia na Cultura Visual da Medicina em Portugal no século XIX (sinopse). António Fernando Cascais

A Cultura Visual da Medicina em Portugal tem na fotografia médica de finais do século XIX, um dos seus exemplos por excelência. Embora o recurso à fotografia possa ser documentado desde a década de 1850, é a partir dos anos de 1880 que ela começa a vulgarizar-se, encontrando-se as suas mais espetaculares expressões nas patologias com manifestações dermatológicas, na doença mental e na deformidade física.

As Primeiras “Fotografias Científicas” de um Cachalote (1890): Francisco Afonso Chaves e a Inexatidão da Imagem (sinopse). Victor dos Reis

Partindo da publicação em Paris, em 1890, de um artigo intitulado «Des Formes Extérieures du Cachalot», assinado por Charles Henri Georges Pouchet (1833-1894) e Francisco Afonso Chaves (1857-1926), ilustrado três fotografias, anunciadas como «as primeiras fotografias científicas do cachalote», o objetivo da comunicação é analisar as imagens e refletir sobre o que o que torna, afinal, estas fotografias científicas? De onde vem a anunciada objetividade e como se expressa a sua exatidão? Comparações com exemplos anteriores na cultura visual ocidental, que se propõem certificar, por via da representação a partir do natural”, a aparência dos cachalotes, permitem-nos, finalmente, avaliar até que ponto nas imagens se confunde e diferencia o visível e o visual.

Elaborações da memória. Conferência por António Guerreiro
March 25, 2015 10:40 AM PDT
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As questões da memória tornaram-se, nos últimos anos, um campo disciplinar que atravessa, com efeitos importantes, a historiografia, os estudos literários e artísticos, e também os estudos culturais. O extermínio levado a cabo pelo nazismo na sequência da “solução final”, impôs com enorme repercussão no espaço público formas de elaboração desse passado traumático e um tão proclamado “dever de memória”. É, aliás, no plano deste imperativo e desafio que podemos colocar a exposição de Daniel Blaufuks, patente neste museu, e que constitui o pano de fundo deste seminário, cujo programa contempla algumas importantes questões de uma “teoria da memória”. No horizonte dos temas e elaborações teóricas para os quais remete o programa, e que estão autores como Giulio Camillo, Freud, Aby Warburg, Walter Benjamin, Frances A. Yates, Aleida Assmann e Jan Assmann, W. G. Sebald.

Pode a Arte Anular o Destino? Primeiro painel*
September 07, 2015 03:51 AM PDT
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“Anular o destino”, expressão emprestada do filósofo americano Ralph W. Emerson e citada por Pacheco Pereira num artigo do Público de 24 de novembro de 2012, pareceu-nos especialmente adequada para título deste Colóquio, não como obrigação restrita aos intelectuais, mas como uma ação de cidadania global.
Num contexto social e político particularmente difícil a arte surge de novo como meio de observação e interrogação privilegiado sobre o mundo, a exemplo do que tem acontecido em outros momentos críticos da história. Com a participação de alguns dos mais relevantes pensadores, investigadores e artistas da atualidade, neste colóquio será analisada e discutida a sempre renovada relação entre arte e política. O que pode a arte perante o mundo? E uma resposta possível para início de debate: "Eis os limites do que eu posso. O resto pertence-vos". (Jacques Rancière)

PROGRAMA

10.30h –Sessão de abertura

10.45h – Introdução ao tema: As relações entre a Arte e a Política nos séculos XX e XXI por David Santos

11.00h – Painel: Representação de Género, Identidade e Minorias moderado por António Guerreiro e David Santos. Oradores: Manuela Ribeiro Sanches, Adriana Bebiano, Julião Sarmento, Ângela Ferreira, Vasco Araújo

12.30h – Debate

13.00h – Pausa para almoço

14.30h – Painel: História: trauma e esquecimento moderado por António Guerreiro e David Santos. Oradores: José Pacheco Pereira, Irene Pimentel, Hugo Canoilas, Paulo Catrica e Pedro Barateiro

15.30h – Debate

16.00h –Pausa para café

16.30h – Painel: Revolução, Resistência e Reinvenção moderado por António Guerreiro e David Santos. Oradores: José Neves, Paulo Raposo, João Tabarra e Marta Traquino

17.30h – Debate

18.30h – Observações finais e encerramento
ORADORES DAVID SANTOS
Curador, historiador e crítico de arte. É, desde 2007, Diretor do Museu do Neorrealismo, em Vila Franca de Xira. Tem publicado artigos sobre arte moderna e contemporânea em diversas publicações e catálogos, e participado em várias palestras, conferências e mesas-redondas no país e no estrangeiro. É Doutorando em Teorias da Arte (FBAUL), Mestre em História Política e Social (Universidade Lusófona), pós-graduado em História da Arte Contemporânea (FCSH-UNL) e licenciado em História, variante de História da Arte (FCSH-UNL).
TÍTULO: O que fazer com o real? O social e a político no campo da arte
SINOPSE: O pós-minimalismo problematizou de um modo radical o conceito e a prática da arte, exigindo cada vez mais do observador uma maior consciencialização da sua responsabilidade na construção e valorização do campo semântico da arte. A partir daí, uma atitude política (inspirada ainda, por vezes, nas reminiscências do utópico) ou uma reflexão (distópica) sobre os seus limites passou a caracterizar parte significativa da produção artística mais relevante. Questionando sobretudo os regimes discursivos que operam no nosso mundo saturado de imagens, a arte exige hoje uma espécie de literacia visual que permita compreender e sentir uma ação criativa mais complexa e disseminadora, que sublinha no seu aparato de obra as relações de dependência e contaminação verificadas entre o processo criativo, a imagem, a sociedade e a linguagem verbal, operando assim uma análise crítica em torno da fragmentação e virtualização decetiva do real contemporâneo.
MANUELA RIBEIRO SANCHES
Doutorada em Cultura Alemão pela FLUL. Professora auxiliar com agregação da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Investigadora no Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde coordena o projeto 'Dislocating Europe. Post-Colonial Perspetives in Literary, Anthropological and Historical Studies'. Recentemente, organizou os volumes Portugal não é um país pequeno. Contar a Império na pós-colonialidade e Deslocalizar a Europa. Antropologia, arte, literatura e história na pós-colonialialidade, ambos editados pelos Livros Cotovia. Em colaboração com Carlos Branco Mendes e João Ferreira Duarte publicou o volume Connecting Peoples. Identidades Disciplinares e Transculturais/ Transcultural and Disciplinary Identities.
TÍTULO: Pensar a diferença em tempos de crise
SINOPSE: Como pensar a identidade dos ‘outros’ da Europa e das suas nações num momento de crise generalizada? Em que consistem esses ‘Outros’ e através de que processos são eles constituídos? Haverá ainda lugar para a questão da diferença cultural em tempos de crise política, económica e identitária?
ADRIANA BEBIANO
Adriana Bebiano é investigadora do Centro de Estudos Sociais e Professora Auxiliar do Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC). É doutorada em Literatura Inglesa pela Universidade de Coimbra e atualmente é diretora dos programas de Doutoramento e de Mestrado em Estudos Feministas. Desenvolve investigação em literatura comparada, tendo estudos feministas e estudos irlandeses como áreas de especialização.
TÍTULO: Ter por musa o próprio corpo: a arte como “coisa de mulheres”
SINOPSE: Na história da Arte Ocidental, as mulheres estiveram, durante séculos, circunscritas aos papéis de objetos retratados ou de musas, sendo este último supostamente enaltecedor do “feminino”. Muito mudou no meio artístico desde que, em 1989, o coletivo feminista Guerrilla Girls perguntava numa das suas intervenções: “Do Women have to be naked to get into the Met. Museum?” No entanto, algumas questões não perderam a sua pertinência: o acesso ao génio é sexuado? Há uma arte “feminina”? Que critérios são aceitáveis para classificar uma obra como “feminista”? Habita a arte um universo desvinculado do contexto político e social na qual é produzida? Dormimos ou mantemos a vigília?
JOSÉ PACHECO PEREIRA
IRENE PIMENTEL
Doutorada em História Institucional e Política Contemporânea, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Elaborou diversos estudos sobre o Estado Novo, o período da II Guerra Mundial, a situação das mulheres e a polícia política durante a ditadura de Salazar e Caetano. É investigadora do Instituto de História Contemporânea, (FCSH da UNL), autora de vários livros de referência nas temáticas mencionadas e foi Prémio Pessoa em 2007.
TÍTULO: Podem a Memória e a História anular o destino?
SINOPSE: A História nunca se repete, no sentido de se apresentar exatamente da mesma forma como noutras épocas passadas, pois os eventos e acontecimentos estão sujeitos a vários fatores determinantes, em conjunções diversas, além de a cronologia, com os seus contextos específicos o impedir. Se isso fosse possível, poder-se-ia prever o futuro e influir sobre ele. Dito isto, é importante o conhecimento da História e uma das razões é que ela revela matrizes. Uma célebre frase diz que um povo sem história e sem memória está condenado repeti-lo, o que parece contradizer o que se disse acima. A História realiza um duplo trabalho de luto e de memória, sendo esta inseparável do esquecimento. Enquanto processo de conhecimento, a História possibilita uma libertação relativamente ao passado, deixando, porém, claro que este existiu. A História tem a dupla característica de ser um ato de sepultura, que, ao mesmo tempo nos alerta para as ações dos homens e mulheres do passado, para o que eles ainda têm para nos dizer e, na narração das suas vidas, nos indicam possibilidades futuramente realizáveis.
HUGO CANOILAS
Vive e trabalha em Viena, Áustria. Estudou Pintura na ESAD, Caldas da Rainha e concluiu o Mestrado na mesma área no Royal College of Arts em Londres. Tem vindo a desenvolver intervenções urbanas a título individual e coletivo que pretendem estabelecer uma relação horizontal com o espectador, donde se destacam os projetos Jornal Mural, Povo sem titulo ou Pássaros do Paraíso. A obra desenvolvida questiona noções de autoria e mercadoria. Hugo Canoilas tem exposto desde 2003 em Portugal e desde 2008 internacionalmente com destaque para Frankfurter Kunstverein, Centro de Arte Contemporáneo Huarte, KAAP – Utrecht, Galeria Quadrado Azul - Lisboa e Porto, Galeria Collicaliggregi – Catania, Nosbaum&Reding-Luxemburgo. ABC- Berlim e a XXX Bienal de São Paulo, em 2012, com um trabalho sobre os Bandeirantes, apresentado na Casa-Museu do Bandeirante em São Paulo.
TÍTULO: Contra os artistas
SINOPSE: No atual quadro, em que o ídolo trabalho entra na sua curva descendente, deixando um conjunto de homens-máquinas incapazes de viver, poderá a Arte inscrever no tecido cultural, uma forma de constituir um todo a partir de individualidades (para uma comunidade capaz de absorver as diferenças não negociáveis)? Poderá a arte finalmente interessar-se em devolver o seu “conhecimento técnico” novamente ao todo (às pessoas)? Poderemos aspirar a uma política do meio por oposição à política da finalidade que castiga as pessoas e o mundo? Evocações feitas a partir de uma leitura do Manifesto contra o trabalho do Grupo Krisis, do exemplo do movimento Provo na Holanda e do ensino holístico.
JOSÉ NEVES
Doutorado em História pelo ISCTE-IUL e professor auxiliar do Departamento de História da FCSH-UNL. As suas principais áreas de investigação centram-se na História das Ideias Políticas e dos Movimento Sociais, dos Comunismos e dos Nacionalismos, sendo orientador de diversas teses de doutoramento nestas áreas. É autor de várias obras de referência, destacando-se a obra Comunismo e Nacionalismo em Portugal - Política, Cultura e História no Século XX (Lisboa, tinta da China, 2008, que obteve os seguintes prémios: o Prémio de Ciências Sociais A. Sedas Nunes 2010, o Prémio CES Jovens Cientistas Sociais de Língua Portuguesa 2009 e o Prémio Victor de Sá de História Contemporânea 2008. Foi o comissário científico da exposição Povo-People, organizada pela Fundação EDP em 2010 e coordena atualmente o projeto "The making of state power in portugal 1890-1986", financiado pela FCT.
TÍTULO: ARTE, MASSIFICAÇÃO E DEMOCRACIA: NOTAS ACERCA DE UM ESTÁDIO DE FUTEBOL
SINOPSE: A partir de um edifício desportivo recentemente construído, o Estádio de Braga, e dos debates por ele suscitados, procura-se provocar o debate em torno quer das possibilidades e dos limites da arte enquanto crítica do económico quer de diversos sentidos políticos de que a democracia tem vindo a ser nome.
PAULO RAPOSO
Doutorado em Antropologia pelo ISCTE-IUL. Professor Auxiliar no Departamento de Antropologia do ISCTE-IUL e fundador do Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA), onde é investigador. Realizou pesquisa de terreno sobre temáticas como o corpo, ritual, turismo, performances culturais. Publicou em várias revistas e mais recentemente editou o livro Por Detrás da Máscara. Ensaios sobre Antropologia da Performance em Podence (IMC, Lisboa, 2011). Teve formação de ator e colabora regularmente com várias estruturas e criadores das artes performativas. É ativista político e desenvolve pesquisa sobre movimentos sociais em Portugal.
TÍTULO: A revolução não será televisionada?
SINOPSE: Em 1970, o poeta e músico negro americano, Gil Scott-Heron, lançou um poema-manifesto onde proclamava que a revolução não poderia ser televisionada, mas vivida. 40 anos depois, a mesma frase percorre os chamados novíssimos movimentos sociais contemporâneos, reclamando uma cidadania de espectadores emancipados. Como se vem produzindo esta luta pela palavra, pela narrativa, pela imagem nas democracias capitalistas (e digitais) contemporâneas? Como se constroem novas esferas públicas nas praças e nas redes sociais? O ativismo político contemporâneo pode ser pensado enquanto em arte em tempo real? Podemos pensar que as recentes formas de protesto, as ações de desobediência civil, o live streaming e o uso das redes sociais são oficinas artísticas de uma nova narrativa política?
ÂNGELA FERREIRA
Vive e trabalha em Lisboa. Estudou escultura na Universidade de Cape Town, África do Sul. Desde 2003, é professora assistente na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. O seu trabalho tem refletido sobre as questões da memória coletiva e privada no âmbito da história portuguesa e dos temas pós-coloniais. Em 2007, representou Portugal na Bienal de Veneza. Também participou na Bienal de Istambul (1999), Bienal de São Paulo (2008), e na Bienal de Bucareste (2010). Participou em diversas exposições individuais e coletivas e o seu trabalho está representado em instituições artísticas de referência por todo o mundo, designadamente no MNAC- Museu do Chiado.
JOÃO TABARRA
Vive e trabalha em Lisboa. Foi fotorrepórter do jornal Independente na década de 90. A partir deste período, dedica-se em exclusivo à atividade artística, utilizando preferencialmente a fotografia e o vídeo, para registar o seu trabalho performativo, cujas temáticas questionam, entre a poesia e a contestação, vários aspetos políticos e sociais da sociedade contemporânea. Participou em inúmeras exposições individuais e coletivas em instituições conceituadas como a Bienal de São Paulo, no Brasil, o MARCO – Museo de Arte Contemporânea de Vigo, o Circulo de Belas-Arte de Madrid, a CaixaForum, em Barcelona, o Bloomberg Space, em Londres, ou o Institut d’Art Contemporain de Villeurbanne, em Lyon, no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto, e no MNAC- Museu do Chiado. Está representado em várias coleções nacionais e estrangeiras, designadamente no MNAC- Museu do Chiado.
JULIÃO SARMENTO
Vive e trabalha no Estoril. Estudou Pintura e Arquitetura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. No decorrer da sua carreira, utilizou uma enorme variedade de meios – pintura, escultura, fotografia, filme, vídeo e instalação e realizou inúmeras exposições individuais e coletivas tanto em Portugal como no estrangeiro. Representou Portugal na 46ª Bienal de Veneza (1997). Foi incluído nas Documentas 7 (1982) e 8 (1987); nas Bienais de Veneza de 1980 e 2001 e na Bienal de São Paulo de 2002. O seu trabalho está representado em diversas coleções públicas e privadas na Europa, America do Norte, America do Sul e Japão.
MARTA TRAQUINO
Vive e trabalha em Lisboa. Artista e investigadora. Realizou a Licenciatura em Artes Plásticas - Pintura (FBAUL, 1995), o Mestrado em Comunicação, Cultura e Tecnologias da Informação (ISCTE, Dept. Sociologia, 2007) e o Doutoramento em Belas-Artes / Arte Pública (FBAUL, 2012). Do seu trabalho artístico destacam-se as instalações “Travessia de Fronteira - Parte II” (2007), “Entre” (2005), “Dentro do Ar” (2004), e as propostas para ação “Livre Acesso” (2012), “Para um estado de encontro” (2011) e “Que cor tem agora o céu?” (2010). É membro do grupo de pesquisa On Walls e participa em conferências nacionais e internacionais para o pensamento crítico sobre a Cidade atual. Destas se destacam: “Relocating Borders” (EastBordNet / Humboldt Univ., Berlim, 2013), “Remaking Borders” (EastBordNet / Monastero dei Benedettini, Catania, 2011) e “Framing the City” (CRESC / Manchester Univ., 2011). Em abril de 2010, o seu livro “A Construção do Lugar pela Arte Contemporânea” foi editado pela Húmus.
PAULO CATRICA
Estudou fotografia na Ar.Co (Lisboa,1985), licenciou-se em História na Universidade Lusíada (Lisboa, 1992), concluiu o mestrado em Imagem e Comunicação no Goldsmith’s College (Londres,1997) e o doutoramento em estudos de fotografia na Universidade de Westminster (Londres, 2011). É professor Adjunto na ESMAE/Instituto Politécnico do Porto, e colaborador regular na Escola das Artes da Universidade Católica do Porto.Tem participado em exposições individuais e coletivas em Portugal e no estrangeiro, destacam-se as mais recentes individuais na Galeria Carlos Carvalho, Lisboa (2011), no Mews Project, Londres (2011), no Museu EDP, Lisboa (2011) e na Circuit Gallery, Toronto (2010). Está representado em diversas coleções públicas e privadas.
PEDRO BARATEIRO
Vive e trabalha em Lisboa. Estudou na Escola MauMaus e tem o Mestrado de Belas Artes pela Malmö Art Academy, Suécia. Tem participado em diversas residências artísticas como o Palais de Tokyo, Paris, ou o ISCP- International Studio and Curatorial Program, NY. Tem efetuado diversas exposições individuais e coletivas em Portugal e no estrangeiro. Destacam-se as individuais no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Porto ou na Kunsthalle Basel, Suíça. Participou em exposições coletivas na 29ª Bienal de São Paulo (2008), na 16ª Bienal de Sidney (2008) ou na 5ª Bienal de Berlim (2008). O seu trabalho baseia-se no questionamento dos discursos da produção teórica, histórica e institucional das imagens, recorrendo por isso frequentemente a iconografia de arquivo. O seu trabalho está representado em diversas coleções públicas nacionais e estrangeiras.
VASCO ARAÚJO
Vasco Araújo, nasceu em Lisboa, em 1975, cidade onde vive e trabalha. Em 1999 concluiu a licenciatura em Escultura pela FBAUL., entre 1999 e 2000 frequentou o Curso Avançado de Artes Plásticas da Maumaus em Lisboa. Autor de uma obra alicerçada na Literatura e na Filosofia, Araújo estrutura o seu discurso artístico na reflexão sobre os códigos comportamentais da relação entre o sujeito e o mundo, problematizando o estatuto da condição e da comunicação humanas em obras que percorrem temas políticos e históricos, como a questão pós-colonial, ou as questões de identidade e género. Desde então tem participado em diversas exposições individuais e coletivas tanto nacional como internacionalmente, integrando ainda programas de residências, como Récollets (2005), Paris; Core Program (2003/04), Houston. Em 2003 recebeu o Prémio EDP Novos Artistas. O seu trabalho está publicado em vários livros e catálogos e representado em várias coleções, públicas e privadas, como Centre Pompidou, Musée d’Art Modern (França); Fundação Calouste Gulbenkian (Portugal); Museo Nacional Reina Sofia, Centro de Arte (Espanha); Fundação de Serralves (Portugal); Museum of Fine Arts Houston (EUA).
ANTÓNIO GUERREIRO
Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi professor, crítico literário e jornalista cultural no semanário Expresso. É autor de O Acento Agudo do Presente [Prémio de Ensaio P.E.N. 2000, Cotovia] e editou com Olga Pombo e Franco Alexandre, Enciclopédia e Hipertexto. Fundou com José Gil e Silvina Rodrigues Lopes a revista Elipse. Walter Benjamin e Aby Warburg são os autores a que tem dedicado nos últimos anos o seu trabalho de investigação.
ORGANIZADORES
EMÍLIA TAVARES
Historiadora de arte e curadora de Fotografia e Novos Media no Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado, desde 2001. Investigadora de História da Fotografia Portuguesa e da Cultura Visual com predominância na sua vertente política e social. Publicou diversos artigos e monografias sobre História da Fotografia Portuguesa e Cultura Visual. Tem comissariado diversas exposições sobre Historia da Fotografia e Arte Portuguesas, no MNAC-Museu do Chiado e em outras instituições, com destaque para a representação portuguesa de Portugal no programa OpenPhoto, Cuenca, do Festival Photo España, em 2009 e 2010, e mais recentemente a exposição “Are You Still Awake?” no MNAC- Museu do Chiado, 2012. Tem o mestrado em História da Arte pela FCSH da Universidade Nova de Lisboa.
RITA SÁ MARQUES
Licenciatura em Antropologia, Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH). Frequência do 1º ano do Mestrado História, vertente Contemporânea. Responsável pelas áreas do Mecenato e Relações Internacionais no Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado. Fez coordenação científica e executiva de exposições no Museu Nacional do Traje, Museu Nacional de Etnologia e outras instituições culturais; planeamento, gestão e acompanhamento da ação cultural externa realizada pelas Embaixadas/Consulados/ Missões e Centros Culturais Portugueses do Instituto Camões no Estrangeiro; conceção e gestão de programas de Apoio à Internacionalização no âmbito das artes visuais e performativas e do livro; desenvolvimento com organismos internacionais e instituições portuguesas e estrangeiras, de ações de interesse mútuo; programação e conceção de programas culturais no âmbito da celebração de Efemérides e/ou representações nacionais no estrangeiro.

*Por razões técnicas, as apresentações de David Santos, Manuela Ribeiro Sanches, Adriana Bebiano, Julião Sarmento e Ângela Ferreira não estão disponíveis.

Pode a Arte Anular o Destino? Segundo painel
September 07, 2015 03:57 AM PDT
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“Anular o destino”, expressão emprestada do filósofo americano Ralph W. Emerson e citada por Pacheco Pereira num artigo do Público de 24 de novembro de 2012, pareceu-nos especialmente adequada para título deste Colóquio, não como obrigação restrita aos intelectuais, mas como uma ação de cidadania global.
Num contexto social e político particularmente difícil a arte surge de novo como meio de observação e interrogação privilegiado sobre o mundo, a exemplo do que tem acontecido em outros momentos críticos da história. Com a participação de alguns dos mais relevantes pensadores, investigadores e artistas da atualidade, neste colóquio será analisada e discutida a sempre renovada relação entre arte e política. O que pode a arte perante o mundo? E uma resposta possível para início de debate: "Eis os limites do que eu posso. O resto pertence-vos". (Jacques Rancière)

PROGRAMA

14.30h – Painel: História: trauma e esquecimento moderado por António Guerreiro e David Santos. Oradores: José Pacheco Pereira, Irene Pimentel, Hugo Canoilas, Paulo Catrica e Pedro Barateiro

15.30h – Debate

JOSÉ PACHECO PEREIRA
IRENE PIMENTEL
Doutorada em História Institucional e Política Contemporânea, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Elaborou diversos estudos sobre o Estado Novo, o período da II Guerra Mundial, a situação das mulheres e a polícia política durante a ditadura de Salazar e Caetano. É investigadora do Instituto de História Contemporânea, (FCSH da UNL), autora de vários livros de referência nas temáticas mencionadas e foi Prémio Pessoa em 2007.
TÍTULO: Podem a Memória e a História anular o destino?
SINOPSE: A História nunca se repete, no sentido de se apresentar exatamente da mesma forma como noutras épocas passadas, pois os eventos e acontecimentos estão sujeitos a vários fatores determinantes, em conjunções diversas, além de a cronologia, com os seus contextos específicos o impedir. Se isso fosse possível, poder-se-ia prever o futuro e influir sobre ele. Dito isto, é importante o conhecimento da História e uma das razões é que ela revela matrizes. Uma célebre frase diz que um povo sem história e sem memória está condenado repeti-lo, o que parece contradizer o que se disse acima. A História realiza um duplo trabalho de luto e de memória, sendo esta inseparável do esquecimento. Enquanto processo de conhecimento, a História possibilita uma libertação relativamente ao passado, deixando, porém, claro que este existiu. A História tem a dupla característica de ser um ato de sepultura, que, ao mesmo tempo nos alerta para as ações dos homens e mulheres do passado, para o que eles ainda têm para nos dizer e, na narração das suas vidas, nos indicam possibilidades futuramente realizáveis.
HUGO CANOILAS
Vive e trabalha em Viena, Áustria. Estudou Pintura na ESAD, Caldas da Rainha e concluiu o Mestrado na mesma área no Royal College of Arts em Londres. Tem vindo a desenvolver intervenções urbanas a título individual e coletivo que pretendem estabelecer uma relação horizontal com o espectador, donde se destacam os projetos Jornal Mural, Povo sem titulo ou Pássaros do Paraíso. A obra desenvolvida questiona noções de autoria e mercadoria. Hugo Canoilas tem exposto desde 2003 em Portugal e desde 2008 internacionalmente com destaque para Frankfurter Kunstverein, Centro de Arte Contemporáneo Huarte, KAAP – Utrecht, Galeria Quadrado Azul - Lisboa e Porto, Galeria Collicaliggregi – Catania, Nosbaum&Reding-Luxemburgo. ABC- Berlim e a XXX Bienal de São Paulo, em 2012, com um trabalho sobre os Bandeirantes, apresentado na Casa-Museu do Bandeirante em São Paulo.
TÍTULO: Contra os artistas
SINOPSE: No atual quadro, em que o ídolo trabalho entra na sua curva descendente, deixando um conjunto de homens-máquinas incapazes de viver, poderá a Arte inscrever no tecido cultural, uma forma de constituir um todo a partir de individualidades (para uma comunidade capaz de absorver as diferenças não negociáveis)? Poderá a arte finalmente interessar-se em devolver o seu “conhecimento técnico” novamente ao todo (às pessoas)? Poderemos aspirar a uma política do meio por oposição à política da finalidade que castiga as pessoas e o mundo? Evocações feitas a partir de uma leitura do Manifesto contra o trabalho do Grupo Krisis, do exemplo do movimento Provo na Holanda e do ensino holístico.

PAULO CATRICA
Estudou fotografia na Ar.Co (Lisboa,1985), licenciou-se em História na Universidade Lusíada (Lisboa, 1992), concluiu o mestrado em Imagem e Comunicação no Goldsmith’s College (Londres,1997) e o doutoramento em estudos de fotografia na Universidade de Westminster (Londres, 2011). É professor Adjunto na ESMAE/Instituto Politécnico do Porto, e colaborador regular na Escola das Artes da Universidade Católica do Porto.Tem participado em exposições individuais e coletivas em Portugal e no estrangeiro, destacam-se as mais recentes individuais na Galeria Carlos Carvalho, Lisboa (2011), no Mews Project, Londres (2011), no Museu EDP, Lisboa (2011) e na Circuit Gallery, Toronto (2010). Está representado em diversas coleções públicas e privadas.
PEDRO BARATEIRO
Vive e trabalha em Lisboa. Estudou na Escola MauMaus e tem o Mestrado de Belas Artes pela Malmö Art Academy, Suécia. Tem participado em diversas residências artísticas como o Palais de Tokyo, Paris, ou o ISCP- International Studio and Curatorial Program, NY. Tem efetuado diversas exposições individuais e coletivas em Portugal e no estrangeiro. Destacam-se as individuais no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Porto ou na Kunsthalle Basel, Suíça. Participou em exposições coletivas na 29ª Bienal de São Paulo (2008), na 16ª Bienal de Sidney (2008) ou na 5ª Bienal de Berlim (2008). O seu trabalho baseia-se no questionamento dos discursos da produção teórica, histórica e institucional das imagens, recorrendo por isso frequentemente a iconografia de arquivo. O seu trabalho está representado em diversas coleções públicas nacionais e estrangeiras.

Pode a Arte Anular o Destino? Terceiro painel
September 07, 2015 04:06 AM PDT
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“Anular o destino”, expressão emprestada do filósofo americano Ralph W. Emerson e citada por Pacheco Pereira num artigo do Público de 24 de novembro de 2012, pareceu-nos especialmente adequada para título deste Colóquio, não como obrigação restrita aos intelectuais, mas como uma ação de cidadania global.
Num contexto social e político particularmente difícil a arte surge de novo como meio de observação e interrogação privilegiado sobre o mundo, a exemplo do que tem acontecido em outros momentos críticos da história. Com a participação de alguns dos mais relevantes pensadores, investigadores e artistas da atualidade, neste colóquio será analisada e discutida a sempre renovada relação entre arte e política. O que pode a arte perante o mundo? E uma resposta possível para início de debate: "Eis os limites do que eu posso. O resto pertence-vos". (Jacques Rancière)

PROGRAMA

10.30h –Sessão de abertura

10.45h – Introdução ao tema: As relações entre a Arte e a Política nos séculos XX e XXI por David Santos

11.00h – Painel: Representação de Género, Identidade e Minorias moderado por António Guerreiro e David Santos. Oradores: Manuela Ribeiro Sanches, Adriana Bebiano, Julião Sarmento, Ângela Ferreira, Vasco Araújo

12.30h – Debate

13.00h – Pausa para almoço

14.30h – Painel: História: trauma e esquecimento moderado por António Guerreiro e David Santos. Oradores: José Pacheco Pereira, Irene Pimentel, Hugo Canoilas, Paulo Catrica e Pedro Barateiro

15.30h – Debate

16.00h –Pausa para café

16.30h – Painel: Revolução, Resistência e Reinvenção moderado por António Guerreiro e David Santos. Oradores: José Neves, Paulo Raposo, João Tabarra e Marta Traquino

17.30h – Debate

18.30h – Observações finais e encerramento
ORADORES DAVID SANTOS
Curador, historiador e crítico de arte. É, desde 2007, Diretor do Museu do Neorrealismo, em Vila Franca de Xira. Tem publicado artigos sobre arte moderna e contemporânea em diversas publicações e catálogos, e participado em várias palestras, conferências e mesas-redondas no país e no estrangeiro. É Doutorando em Teorias da Arte (FBAUL), Mestre em História Política e Social (Universidade Lusófona), pós-graduado em História da Arte Contemporânea (FCSH-UNL) e licenciado em História, variante de História da Arte (FCSH-UNL).
TÍTULO: O que fazer com o real? O social e a político no campo da arte
SINOPSE: O pós-minimalismo problematizou de um modo radical o conceito e a prática da arte, exigindo cada vez mais do observador uma maior consciencialização da sua responsabilidade na construção e valorização do campo semântico da arte. A partir daí, uma atitude política (inspirada ainda, por vezes, nas reminiscências do utópico) ou uma reflexão (distópica) sobre os seus limites passou a caracterizar parte significativa da produção artística mais relevante. Questionando sobretudo os regimes discursivos que operam no nosso mundo saturado de imagens, a arte exige hoje uma espécie de literacia visual que permita compreender e sentir uma ação criativa mais complexa e disseminadora, que sublinha no seu aparato de obra as relações de dependência e contaminação verificadas entre o processo criativo, a imagem, a sociedade e a linguagem verbal, operando assim uma análise crítica em torno da fragmentação e virtualização decetiva do real contemporâneo.
MANUELA RIBEIRO SANCHES
Doutorada em Cultura Alemão pela FLUL. Professora auxiliar com agregação da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Investigadora no Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde coordena o projeto 'Dislocating Europe. Post-Colonial Perspetives in Literary, Anthropological and Historical Studies'. Recentemente, organizou os volumes Portugal não é um país pequeno. Contar a Império na pós-colonialidade e Deslocalizar a Europa. Antropologia, arte, literatura e história na pós-colonialialidade, ambos editados pelos Livros Cotovia. Em colaboração com Carlos Branco Mendes e João Ferreira Duarte publicou o volume Connecting Peoples. Identidades Disciplinares e Transculturais/ Transcultural and Disciplinary Identities.
TÍTULO: Pensar a diferença em tempos de crise
SINOPSE: Como pensar a identidade dos ‘outros’ da Europa e das suas nações num momento de crise generalizada? Em que consistem esses ‘Outros’ e através de que processos são eles constituídos? Haverá ainda lugar para a questão da diferença cultural em tempos de crise política, económica e identitária?
ADRIANA BEBIANO
Adriana Bebiano é investigadora do Centro de Estudos Sociais e Professora Auxiliar do Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC). É doutorada em Literatura Inglesa pela Universidade de Coimbra e atualmente é diretora dos programas de Doutoramento e de Mestrado em Estudos Feministas. Desenvolve investigação em literatura comparada, tendo estudos feministas e estudos irlandeses como áreas de especialização.
TÍTULO: Ter por musa o próprio corpo: a arte como “coisa de mulheres”
SINOPSE: Na história da Arte Ocidental, as mulheres estiveram, durante séculos, circunscritas aos papéis de objetos retratados ou de musas, sendo este último supostamente enaltecedor do “feminino”. Muito mudou no meio artístico desde que, em 1989, o coletivo feminista Guerrilla Girls perguntava numa das suas intervenções: “Do Women have to be naked to get into the Met. Museum?” No entanto, algumas questões não perderam a sua pertinência: o acesso ao génio é sexuado? Há uma arte “feminina”? Que critérios são aceitáveis para classificar uma obra como “feminista”? Habita a arte um universo desvinculado do contexto político e social na qual é produzida? Dormimos ou mantemos a vigília?
JOSÉ PACHECO PEREIRA
IRENE PIMENTEL
Doutorada em História Institucional e Política Contemporânea, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Elaborou diversos estudos sobre o Estado Novo, o período da II Guerra Mundial, a situação das mulheres e a polícia política durante a ditadura de Salazar e Caetano. É investigadora do Instituto de História Contemporânea, (FCSH da UNL), autora de vários livros de referência nas temáticas mencionadas e foi Prémio Pessoa em 2007.
TÍTULO: Podem a Memória e a História anular o destino?
SINOPSE: A História nunca se repete, no sentido de se apresentar exatamente da mesma forma como noutras épocas passadas, pois os eventos e acontecimentos estão sujeitos a vários fatores determinantes, em conjunções diversas, além de a cronologia, com os seus contextos específicos o impedir. Se isso fosse possível, poder-se-ia prever o futuro e influir sobre ele. Dito isto, é importante o conhecimento da História e uma das razões é que ela revela matrizes. Uma célebre frase diz que um povo sem história e sem memória está condenado repeti-lo, o que parece contradizer o que se disse acima. A História realiza um duplo trabalho de luto e de memória, sendo esta inseparável do esquecimento. Enquanto processo de conhecimento, a História possibilita uma libertação relativamente ao passado, deixando, porém, claro que este existiu. A História tem a dupla característica de ser um ato de sepultura, que, ao mesmo tempo nos alerta para as ações dos homens e mulheres do passado, para o que eles ainda têm para nos dizer e, na narração das suas vidas, nos indicam possibilidades futuramente realizáveis.
HUGO CANOILAS
Vive e trabalha em Viena, Áustria. Estudou Pintura na ESAD, Caldas da Rainha e concluiu o Mestrado na mesma área no Royal College of Arts em Londres. Tem vindo a desenvolver intervenções urbanas a título individual e coletivo que pretendem estabelecer uma relação horizontal com o espectador, donde se destacam os projetos Jornal Mural, Povo sem titulo ou Pássaros do Paraíso. A obra desenvolvida questiona noções de autoria e mercadoria. Hugo Canoilas tem exposto desde 2003 em Portugal e desde 2008 internacionalmente com destaque para Frankfurter Kunstverein, Centro de Arte Contemporáneo Huarte, KAAP – Utrecht, Galeria Quadrado Azul - Lisboa e Porto, Galeria Collicaliggregi – Catania, Nosbaum&Reding-Luxemburgo. ABC- Berlim e a XXX Bienal de São Paulo, em 2012, com um trabalho sobre os Bandeirantes, apresentado na Casa-Museu do Bandeirante em São Paulo.
TÍTULO: Contra os artistas
SINOPSE: No atual quadro, em que o ídolo trabalho entra na sua curva descendente, deixando um conjunto de homens-máquinas incapazes de viver, poderá a Arte inscrever no tecido cultural, uma forma de constituir um todo a partir de individualidades (para uma comunidade capaz de absorver as diferenças não negociáveis)? Poderá a arte finalmente interessar-se em devolver o seu “conhecimento técnico” novamente ao todo (às pessoas)? Poderemos aspirar a uma política do meio por oposição à política da finalidade que castiga as pessoas e o mundo? Evocações feitas a partir de uma leitura do Manifesto contra o trabalho do Grupo Krisis, do exemplo do movimento Provo na Holanda e do ensino holístico.
JOSÉ NEVES
Doutorado em História pelo ISCTE-IUL e professor auxiliar do Departamento de História da FCSH-UNL. As suas principais áreas de investigação centram-se na História das Ideias Políticas e dos Movimento Sociais, dos Comunismos e dos Nacionalismos, sendo orientador de diversas teses de doutoramento nestas áreas. É autor de várias obras de referência, destacando-se a obra Comunismo e Nacionalismo em Portugal - Política, Cultura e História no Século XX (Lisboa, tinta da China, 2008, que obteve os seguintes prémios: o Prémio de Ciências Sociais A. Sedas Nunes 2010, o Prémio CES Jovens Cientistas Sociais de Língua Portuguesa 2009 e o Prémio Victor de Sá de História Contemporânea 2008. Foi o comissário científico da exposição Povo-People, organizada pela Fundação EDP em 2010 e coordena atualmente o projeto "The making of state power in portugal 1890-1986", financiado pela FCT.
TÍTULO: ARTE, MASSIFICAÇÃO E DEMOCRACIA: NOTAS ACERCA DE UM ESTÁDIO DE FUTEBOL
SINOPSE: A partir de um edifício desportivo recentemente construído, o Estádio de Braga, e dos debates por ele suscitados, procura-se provocar o debate em torno quer das possibilidades e dos limites da arte enquanto crítica do económico quer de diversos sentidos políticos de que a democracia tem vindo a ser nome.
PAULO RAPOSO
Doutorado em Antropologia pelo ISCTE-IUL. Professor Auxiliar no Departamento de Antropologia do ISCTE-IUL e fundador do Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA), onde é investigador. Realizou pesquisa de terreno sobre temáticas como o corpo, ritual, turismo, performances culturais. Publicou em várias revistas e mais recentemente editou o livro Por Detrás da Máscara. Ensaios sobre Antropologia da Performance em Podence (IMC, Lisboa, 2011). Teve formação de ator e colabora regularmente com várias estruturas e criadores das artes performativas. É ativista político e desenvolve pesquisa sobre movimentos sociais em Portugal.
TÍTULO: A revolução não será televisionada?
SINOPSE: Em 1970, o poeta e músico negro americano, Gil Scott-Heron, lançou um poema-manifesto onde proclamava que a revolução não poderia ser televisionada, mas vivida. 40 anos depois, a mesma frase percorre os chamados novíssimos movimentos sociais contemporâneos, reclamando uma cidadania de espectadores emancipados. Como se vem produzindo esta luta pela palavra, pela narrativa, pela imagem nas democracias capitalistas (e digitais) contemporâneas? Como se constroem novas esferas públicas nas praças e nas redes sociais? O ativismo político contemporâneo pode ser pensado enquanto em arte em tempo real? Podemos pensar que as recentes formas de protesto, as ações de desobediência civil, o live streaming e o uso das redes sociais são oficinas artísticas de uma nova narrativa política?
ÂNGELA FERREIRA
Vive e trabalha em Lisboa. Estudou escultura na Universidade de Cape Town, África do Sul. Desde 2003, é professora assistente na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. O seu trabalho tem refletido sobre as questões da memória coletiva e privada no âmbito da história portuguesa e dos temas pós-coloniais. Em 2007, representou Portugal na Bienal de Veneza. Também participou na Bienal de Istambul (1999), Bienal de São Paulo (2008), e na Bienal de Bucareste (2010). Participou em diversas exposições individuais e coletivas e o seu trabalho está representado em instituições artísticas de referência por todo o mundo, designadamente no MNAC- Museu do Chiado.
JOÃO TABARRA
Vive e trabalha em Lisboa. Foi fotorrepórter do jornal Independente na década de 90. A partir deste período, dedica-se em exclusivo à atividade artística, utilizando preferencialmente a fotografia e o vídeo, para registar o seu trabalho performativo, cujas temáticas questionam, entre a poesia e a contestação, vários aspetos políticos e sociais da sociedade contemporânea. Participou em inúmeras exposições individuais e coletivas em instituições conceituadas como a Bienal de São Paulo, no Brasil, o MARCO – Museo de Arte Contemporânea de Vigo, o Circulo de Belas-Arte de Madrid, a CaixaForum, em Barcelona, o Bloomberg Space, em Londres, ou o Institut d’Art Contemporain de Villeurbanne, em Lyon, no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto, e no MNAC- Museu do Chiado. Está representado em várias coleções nacionais e estrangeiras, designadamente no MNAC- Museu do Chiado.
JULIÃO SARMENTO
Vive e trabalha no Estoril. Estudou Pintura e Arquitetura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. No decorrer da sua carreira, utilizou uma enorme variedade de meios – pintura, escultura, fotografia, filme, vídeo e instalação e realizou inúmeras exposições individuais e coletivas tanto em Portugal como no estrangeiro. Representou Portugal na 46ª Bienal de Veneza (1997). Foi incluído nas Documentas 7 (1982) e 8 (1987); nas Bienais de Veneza de 1980 e 2001 e na Bienal de São Paulo de 2002. O seu trabalho está representado em diversas coleções públicas e privadas na Europa, America do Norte, America do Sul e Japão.
MARTA TRAQUINO
Vive e trabalha em Lisboa. Artista e investigadora. Realizou a Licenciatura em Artes Plásticas - Pintura (FBAUL, 1995), o Mestrado em Comunicação, Cultura e Tecnologias da Informação (ISCTE, Dept. Sociologia, 2007) e o Doutoramento em Belas-Artes / Arte Pública (FBAUL, 2012). Do seu trabalho artístico destacam-se as instalações “Travessia de Fronteira - Parte II” (2007), “Entre” (2005), “Dentro do Ar” (2004), e as propostas para ação “Livre Acesso” (2012), “Para um estado de encontro” (2011) e “Que cor tem agora o céu?” (2010). É membro do grupo de pesquisa On Walls e participa em conferências nacionais e internacionais para o pensamento crítico sobre a Cidade atual. Destas se destacam: “Relocating Borders” (EastBordNet / Humboldt Univ., Berlim, 2013), “Remaking Borders” (EastBordNet / Monastero dei Benedettini, Catania, 2011) e “Framing the City” (CRESC / Manchester Univ., 2011). Em abril de 2010, o seu livro “A Construção do Lugar pela Arte Contemporânea” foi editado pela Húmus.
PAULO CATRICA
Estudou fotografia na Ar.Co (Lisboa,1985), licenciou-se em História na Universidade Lusíada (Lisboa, 1992), concluiu o mestrado em Imagem e Comunicação no Goldsmith’s College (Londres,1997) e o doutoramento em estudos de fotografia na Universidade de Westminster (Londres, 2011). É professor Adjunto na ESMAE/Instituto Politécnico do Porto, e colaborador regular na Escola das Artes da Universidade Católica do Porto.Tem participado em exposições individuais e coletivas em Portugal e no estrangeiro, destacam-se as mais recentes individuais na Galeria Carlos Carvalho, Lisboa (2011), no Mews Project, Londres (2011), no Museu EDP, Lisboa (2011) e na Circuit Gallery, Toronto (2010). Está representado em diversas coleções públicas e privadas.
PEDRO BARATEIRO
Vive e trabalha em Lisboa. Estudou na Escola MauMaus e tem o Mestrado de Belas Artes pela Malmö Art Academy, Suécia. Tem participado em diversas residências artísticas como o Palais de Tokyo, Paris, ou o ISCP- International Studio and Curatorial Program, NY. Tem efetuado diversas exposições individuais e coletivas em Portugal e no estrangeiro. Destacam-se as individuais no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Porto ou na Kunsthalle Basel, Suíça. Participou em exposições coletivas na 29ª Bienal de São Paulo (2008), na 16ª Bienal de Sidney (2008) ou na 5ª Bienal de Berlim (2008). O seu trabalho baseia-se no questionamento dos discursos da produção teórica, histórica e institucional das imagens, recorrendo por isso frequentemente a iconografia de arquivo. O seu trabalho está representado em diversas coleções públicas nacionais e estrangeiras.
VASCO ARAÚJO
Vasco Araújo, nasceu em Lisboa, em 1975, cidade onde vive e trabalha. Em 1999 concluiu a licenciatura em Escultura pela FBAUL., entre 1999 e 2000 frequentou o Curso Avançado de Artes Plásticas da Maumaus em Lisboa. Autor de uma obra alicerçada na Literatura e na Filosofia, Araújo estrutura o seu discurso artístico na reflexão sobre os códigos comportamentais da relação entre o sujeito e o mundo, problematizando o estatuto da condição e da comunicação humanas em obras que percorrem temas políticos e históricos, como a questão pós-colonial, ou as questões de identidade e género. Desde então tem participado em diversas exposições individuais e coletivas tanto nacional como internacionalmente, integrando ainda programas de residências, como Récollets (2005), Paris; Core Program (2003/04), Houston. Em 2003 recebeu o Prémio EDP Novos Artistas. O seu trabalho está publicado em vários livros e catálogos e representado em várias coleções, públicas e privadas, como Centre Pompidou, Musée d’Art Modern (França); Fundação Calouste Gulbenkian (Portugal); Museo Nacional Reina Sofia, Centro de Arte (Espanha); Fundação de Serralves (Portugal); Museum of Fine Arts Houston (EUA).
ANTÓNIO GUERREIRO
Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi professor, crítico literário e jornalista cultural no semanário Expresso. É autor de O Acento Agudo do Presente [Prémio de Ensaio P.E.N. 2000, Cotovia] e editou com Olga Pombo e Franco Alexandre, Enciclopédia e Hipertexto. Fundou com José Gil e Silvina Rodrigues Lopes a revista Elipse. Walter Benjamin e Aby Warburg são os autores a que tem dedicado nos últimos anos o seu trabalho de investigação.
ORGANIZADORES
EMÍLIA TAVARES
Historiadora de arte e curadora de Fotografia e Novos Media no Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado, desde 2001. Investigadora de História da Fotografia Portuguesa e da Cultura Visual com predominância na sua vertente política e social. Publicou diversos artigos e monografias sobre História da Fotografia Portuguesa e Cultura Visual. Tem comissariado diversas exposições sobre Historia da Fotografia e Arte Portuguesas, no MNAC-Museu do Chiado e em outras instituições, com destaque para a representação portuguesa de Portugal no programa OpenPhoto, Cuenca, do Festival Photo España, em 2009 e 2010, e mais recentemente a exposição “Are You Still Awake?” no MNAC- Museu do Chiado, 2012. Tem o mestrado em História da Arte pela FCSH da Universidade Nova de Lisboa.
RITA SÁ MARQUES
Licenciatura em Antropologia, Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH). Frequência do 1º ano do Mestrado História, vertente Contemporânea. Responsável pelas áreas do Mecenato e Relações Internacionais no Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado. Fez coordenação científica e executiva de exposições no Museu Nacional do Traje, Museu Nacional de Etnologia e outras instituições culturais; planeamento, gestão e acompanhamento da ação cultural externa realizada pelas Embaixadas/Consulados/ Missões e Centros Culturais Portugueses do Instituto Camões no Estrangeiro; conceção e gestão de programas de Apoio à Internacionalização no âmbito das artes visuais e performativas e do livro; desenvolvimento com organismos internacionais e instituições portuguesas e estrangeiras, de ações de interesse mútuo; programação e conceção de programas culturais no âmbito da celebração de Efemérides e/ou representações nacionais no estrangeiro.